O dia que Roma ganhou uma mesquita

11 07 2008

Em um tranquilo inicio de noite do verao romano, uma ameaça veio pelo ar. Abafando o barulho dos carros, das motos, das tv e dos pratos sendo lavados, o vento trazia, junto ao seu pesado e marinho cheiro, um canto. Quem passou por aquela rua cercada de prédios altos naquele momento nao teve outra reaçao que nao fosse o espanto. Um canto nao fazia parte daquela paisagem. Ainda mais aquele canto, tao facilmente individuado, nunca ouvido naquele bairro, naquela cidada. Era um canto àrabe. Uma reza. Pessoas se postaram em suas varanda, jà com suas leves roupas de dormir. A luz do sol ainda estava tìmida no céu das 22h. Mas a lua despontada, portentosa e serena, a sorvelhar aquela pregaçao. Para os romanos, aquele canto era um misto de beleza e terror pelo desconhecido, por aquele estranho povo cumprimentado burocraticamente pelas manhas nas barracas de frutas do bairro, enquanto se escolhe os produtos. Para a comunidade islamica, ali representada por um pequeno grupo espremido em um apertado e abafado apartamento em um paredao vertical, era mais que uma reza. Era uma afirmacao. Nao querem transformar Roma em Oriente Médio, apenas querem o direito de rezar em um pais que os proìbe de construir sues pròprios templos.

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